Hospedagem Solidária na 8ª Feira do Livro Anarquista de POA

Tem muita gente de fora vindo para a 8ª FLAPOA e elas precisam de espaço para ficar. Você tem um sofá ou uma cama sobrando onde você mora? Tem espaço no seu pátio para acampar? Se você gostaria de oferecer ou solicitar hospedagem durante o período da 8ª FLAPOA, preencha o formulário abaixo ou envie um e-mail para flapoa@libertar.se.

A solidariedade e o apoio mútuo são princípios fundamentais da anarquia!

Participe da 8ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre!

Convidamos a todas e todos que compartilham, vivenciam ou gostariam de conhecer mais das ideias e práticas anarquistas para construir a 8ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre, que acontecerá nos dias 28 e 29 de outubro de 2017, na Escola Porto Alegre (rua Washington Luiz, 204 – Centro Histórico).

Você ama a liberdade e quer se ver livre das amarras desse sistema? Participe! Traga sua banca, suas publicações e ideias, organize uma roda de conversa, uma exibição de vídeo uma oficina ou outra atividade!

As Feiras do Livro Anarquistas acontecem ao redor do mundo e são tradicionais pontos de encontro, confraternização, reflexão, debates e organização. Elas reúnem pessoas de diversas tendências que buscam a anarquia e novas formas de viver e se relacionar, livres de opressão e hierarquias. A Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre, junto com a de São Paulo, é das mais antigas nos territórios ocupados pelo Estado Brasileiro e ocorre desde 2010. Esse é um movimento que tem se expandido por todo o continente, de Santiago a Salvador, na Bahia, de Montevidéo a Curitiba, de Medellín a Belo Horizonte.

Esta sociedade que valoriza a incessante busca por dinheiro e poder está nos matando. Matando literal e diretamente a população marginalizada, com os genocídios do povo negro e dos indígenas pela polícia e pelas milícias. Matando nossos corações e sonhos com o isolamento e depressão causados por um modo de vida que não nos traz nenhuma realização como seres humanos.

Ela não só está nos matando, mas tudo o que é vivo e o planeta em si. Temos que parar os motores de dominação e destruição da Terra, coordenados por governos e corporações sedentos de poder. Querem nos fazer acreditar que esse é o único e melhor modo de vida possível, acabando com qualquer sonho ou perspectiva de uma vida melhor.

A Feira do Livro Anarquista é uma brecha que se abre no coração do sistema, gritando anarquia – dando fôlego aos valores de apoio mútuo, autonomia e solidariedade. É um espaço para expandir essas idéias e ideais, através de encontros ou publicações, para encontrar novas estratégias e táticas de confronto, construindo possibilidades reais de transformação do mundo em que vivemos. Pois a anarquia só existe na prática. Essa prática nos une às companheiras e companheiros que o Estado seqüestrou e mantém em seus cativeiros ou que tombaram por ousar desafiar o poder.

Acreditar na anarquia é acreditar na capacidade que temos de transformar a realidade.

Proponha atividades para a 8ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre

A programação da Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre é feita de atividades autogestionadas, são diversas, oficinas, bate-papos, exibições de filmes, lançamentos de livros, etc. Organize sua atividade!

Cadastre sua banca ou atividade para a 8ª FLAPOA através de nosso formulário ou enviando um e-mail para flapoa@libertar.se.

A 8ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre acontecerá nos dias 28 e 29 de outubro de 2017.

 

Definidas as datas da 8ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre!

A 8ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre acontecerá nos dias 28 e 29 de outubro de 2017.

Comece a planejar sua vinda, atividades e bancas!

Em breve, mais novidades!

Relato da 7ª FLAPOA

A 7ª edição da Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre iniciou no sábado, 26 de novembro de 2016. Com 14 expositores inscritas, com o passar do dia foram se somando à feira diversas bancas espontâneas com livros e zines, camisetas, cartazes, sementes e mudas de plantas alimentícias para troca e doação, lotando o pátio central da Ocupação Pandorga.

As atividades começaram pela manhã, quando bate-papos agendados para salas específicas do espaço aconteceram no próprio pátio da ocupação, envolvendo pessoas interessadas, expositoras, organizadoras da feira e membros do coletivo Pandorga. Com o passar do tempo a feira foi ganhando mais corpo e mais atividades simultâneas, e assim começaram a tomar a ocupação como um todo. Enquanto na Ludoteca, crianças da comunidade Cabo Rocha faziam uma oficina espontânea de corte de cabelo, no Cinema se debatia o colapso do industrialismo. Em outros espaços rolavam lançamentos de livros, um chamado ao confronto à Democracia, a exibição de uma animação dos Estúdio Ghibli e uma oficina de Kali (defesa pessoal).

Coletivos anarquistas apresentaram novos lançamentos como o livro Anarquia Viva!, da Editora Subta, 42 Formas de Construir Uma Sociedade Liberada Para Além do Capitalismo, da AntiEditora e Sacco e Vanzetti, A Vigência da Solidariedade Anarquista. Estava sendo lançado também o livro de contos lésbicos “Por todas as vezes que fiz casa no peito de uma mulher”, de Mariana Diffini.

Na noite do sábado, aconteceram apresentações musicais de Pedro Cassel, Coletivo Visão Periférica e Jepotá, terminando com uma sessão espontânea de rap feminista.

O domingo começou abafado repetindo a dose de calor de sábado, mas a previsão de chuva intimidava um pouco. Apesar da Ocupação Pandorga ter alguns espaços cobertos, muitos outros não tem telhado e a chuva reduziria bastante o espaço da Feira. Mas mesmo com a ameaça de chuva havia um número grande de pessoas participando das atividades e visitando as bancas. Na hora que caiu o pé d’água, todo mundo conseguiu se abrigar no ginásio da Pandorga, desviando das goteiras e enchendo o espaço de energia e auto-organização. E assim a feira seguiu até de noite, com bate-papos, intervenções teatrais, banquinhas, comida e música compartindo o grande ginásio.

O dia acabou com uma assembleia geral de avaliação e conversa sobre a 7ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre.

Estávamos psicologicamente preparados para lidar com a repressão policial e com a presença de provocadores fascistas, mas o que se provou o maior desafio da 7ª FLAPOA foi lidar com as diversas crianças da comunidade vizinha à Ocupação Pandorga. Elas queriam visitar a feira, correr pelos espaços, vender material (tivemos duas bancas de crianças!). Porém, como a galera da Pandorga nos alertou, era necessária uma supervisão constante, tanto para que a feira acontecesse (o que era desejo de várias pessoas adultas) quanto pela segurança delas, uma vez que por ser em um complexo que ficou muitos anos abandonado, possui diversos pontos interditados, precários e perigosos (inclusive para adultos). Durante os dias da feira e também na avaliação final, falou-se muito da falta de espaços dedicados às crianças com pessoas voluntárias que se dispusessem a organizar atividades e dedicar atenção a elas.

Relato da 7ª FLAPOA: Coletivo Pensar

Como foi sugerido, estamos aqui para deixar as nossas impressões sobre a feira deste ano, como essa é a nossa primeira como coletivo, as impressões são as melhores, acreditamos que como anarquistas, uma feira que você pode chegar junto para somar com o pessoal sem a burocracia que é encontrada para participar de outras atividades – aquelas não anarquistas -, é a melhor experiência que podemos ter.

O local, apesar de não favorecer o grito de ‘viva la anarquia’ para esse capitalismo voraz foi também foi um modo de estar juntos dos nossos, de colaborar, de conhecer novos amigos, de rever outros, não temos muito o que dizer, apenas que precisamos de mais eventos como esse para gritar anarquia para todo mundo ouvir.

O local, apesar de não favorecer o grito de ‘viva la anarquia’ para esse capitalismo voraz foi também foi um modo de estar juntos dos nossos, de colaborar, de conhecer novos amigos, de rever outros, não temos muito o que dizer, apenas que precisamos de mais eventos como esse para gritar anarquia para todo mundo ouvir.

Ajude a construir a história da Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre

Chegou a hora de construirmos a história da Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre! Não podemos deixar que a única versão dos fatos seja a história oficial, contada pelo Estado e pela imprensa corporativa.

Construa seu relato, suas impressões da 7ª FLAPOA e envie para o nosso e-mail ou preencha o formulário abaixo.

Compartilhamento de arquivos na 7ª FLAPOA!

Traga seu pendrive para a Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre! Estaremos com um computador com vários arquivos, principalmente livros e zines em formato digital, mas também filmes libertários, para compartilhar gratuitamente. Se você têm algo que quer compartilhar, traga também!

 

Confira as atrações culturais da 7ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre

A 7ª Feira do Livro de Porto Alegre contará com diversas apresentações  culturais.

A noite de sábado (26) será uma noite de confraternização e música,  começa às 18h45 com a performance “Apedrejadas” (imagem acima), que conta projeções, play piercing, dança e declamação, é de livre criação a partir da canção “Geni e o Zepelin” de Chico Buarque. A seguir haverão apresentações musicais que vão desde as canções experimentais de Pedro Cassel, passando pelo Coletivo Visão Periférica e fechando a noite com o anarcopunk da Jepotah. Os shoes estão previstos para começarem às 19h, com encerramento às 21h30.

No domingo (27) haverão apresentações acústicas de Rafael Silva e Erick ao longo do dia.

 

Confira abaixo vídeo de Pedro Cassel.

 

Apresentando: Moleskombi

Mais um coletivo que vem pra 7ª FLAPOA, a Moleskombi:

“Somos Fhaêsa e Gabriela, uma casal de mulheres artistas e viajantes, vivendo a borda da Lupe, nossa Kombi 1996. Saímos de Uberlândia/MG, rumo a La Paloma, no Uruguai. Já percorremos mais de dois mil quilômetros passando por catorze cidades em cinco estados diferentes.
Somos veganas, feministas e autônomas, e, agora, nossa casa sobre rodas fará uma parada em Porto Alegre para abrir suas portas, compartilhar histórias da estrada e mostrar nossos cadernos e carteiras artesanais, além do nosso livro autoral e os adesivos que fazemos para nos mantermos na estrada.”

Para saber mais, visite o site da Moleskombi.