8ª FLAPOA apresenta: Biblioteca Kaos

Pixação em solidariedade, contra o desalojo da Biblioteca Kaos.
Pixação em solidariedade, contra o desalojo da Biblioteca Kaos.

A Biblioteca Kaos surgiu em Porto Alegre em uma casa ocupada no bairro Cidade Baixa. Espaço anti-autoritário, buscava a criação de encontros e uma convivência pela autonomia, mas que foi desalojada pela polícia em meados deste ano. No momento o coletivo da Biblioteca Kaos permanece ativo organizando atividades em outros espaços libertários da cidade.

Com uma perspectiva anárquica, a Kaos procura expandir a revolta, livre de hierarquia e representantes, e pela destruição de todas as relações de poder. As pessoas que participam dela acreditam na construção de relações horizontais. E definem-se em ofensiva contra a dominação, o estado, o capital e contra a civilização.

 

Para saber mais sobre a Biblioteca Kaos, acesse seu site e sua página no We.

8ª FLAPOA apresenta: Coletivo Coisa Preta

Coisa Preta surgiu da ânsia de se organizar para agir. De ter um espaço permanente de construção da liberdade, da anarquia, onde possamos unir forças para alcançar nossos objetivos comuns. É um coletivo de afinidades mas também é um grupo aberto que tem a intenção de acolher aquelas pessoas que querem se aproximar do anarquismo e botar a mão na massa.

Coisa Preta tem organizado cine-debates e outras atividades para difundir e fortalecer os ideais anarquistas e possui uma banca com diversas publicações, algumas traduzidas e diagramadas pelo próprio coletivo, outras sendo reimpressões de outros grupos.

8ª FLAPOA apresenta: Bonobo

O Bonobo é um coletivo e espaço e restaurante cooperativo, antiespecista e libertário. É um esforço coletivo para difundir os ideais de libertação animal e humana, enquanto busca oferecer meios de sobrevivência para todas as pessoas que ali trabalham. São cerca de 10 pessoas que, juntas, dividem todas as tarefas necessárias para manter o espaço funcionando, da administração à limpeza.

Site: www.cafebonobo.com.br

8ª FLAPOA apresenta: Internacional Negra Ediciones

A Internacional Negra Ediciones, surgiu como uma proposta editorial no final de 2012, como uma iniciativa para disseminar o pensamento e a prática anárquica contemporâneoa. O convite germinou através das grades. Xs companheirxs da Conspiração das Células de Fogo (CCF), presos na Grécia, lançaram o chamado das masmorras. O projeto foi rapidamente recebido em diferentes cidades ao redor do mundo por compañerxs afinadxs com a proposta de luta da CCF, estabelecendo uma intrincada rede de tradutores que começou a levar a palavra de nossas afinidades de guerra a diferentes cantos do mundo, traduzido-as simultaneamente para várias línguas .


Desde o início, este convite foi recebido por simpatizantes em toda a América Latina, trazendo vida à proposta editorial no Chile e no México. Suas primeiras edições trouxeram à luz as reflexões destxs companheirxs  em diálogo fraterno com simpatizantes anárquicas em todo o mundo, permitindo trocas em torno da prática contemporânea anárquica dxs companheirxs Gabriel Pombo da Silva e Gustavo Rodriguez, entre otrxs.


Apesar constante (e naturalmente esperada) repressão, hoje existem vários títulos que se tornaram realidade e que começam a se espalhar em diferentes regiões. Destacando no final de 2012, Mapeando o Fogo, uma compilação das contribuições dxs companheirxs presxs do CCF (Primeira geração); realizada graças ao apoio das lxs compas da Editorial Sedition e da publicação Refractario, bem como dxs compas das Entropia Editions of Chile e as editoras de 325 e Act For Fredom Now! A partir de 2013, ganharam vida Deixe a noite acender!, Refractarixos até as últimas conseqüências e A explosão da raiva: nova sedição anárquica no século XXI, ambos do companheiro Rodríguez; em 2015, graças ao trabalho de Sin Banderas Ni Fronteras, se materializou Nosso dia virá. Em 2016, junta-se à lista de publicações da INE Variáveis Caóticas.


Todas as nossas publicações foram feitas com dinheiro doado por grupos de afinidade consistentes com nossos princípios. Sao gratuitas para companheirxs presxs.


Para contatos e contribuições:

internacionalnegramx@riseup.net (México)

internacionalnegraediciones@riseup.net (Chile)

8ª FLAPOA apresenta: Coletivo Lápices

Coletivo criado por Alexandre Pandolfo, Camila Alexandrini e Tiago Martins de Morais. Surge a partir da performance “Lápices”, apresentada no Sarau Constelações (Signus Pub, dez/2016) e no evento 500 anos de Utopia (Ocupação Psicologia UFRGS, dez/2016). O nome refere-se à “Noche de Los Lápices”, ocorrida durante a Ditadura Militar Argentina.

Por que surgirmos? Para cavar espaços de ser e de agir para além dos que nos são dados, para experienciar algo além do ser-trabalho, ser-horário, ser-corpo disciplinado. Para tentar intervir nos espaços, para afetar e ser afetado. Algumas de nossas ações podem ser vistas nas paredes e nos muros da cidade. Selo Lápices: Surge do desejo do coletivo de publicar suas palavras sem a necessidade de autorização de uma editora.

Fizemos nossos livros com nossas próprias mãos, fizemos nossa própria publicidade pedindo o apoio financeiro de nossos conhecidos que pré-compraram os livros “mesmo sendo só um pedaço de vida profunda”, de Camila Alexandrini, e “Poema Escuro”, de Tiago Martins de Morais, as primeiras publicações do Selo. Para a Feira do Livro Anarquista, estamos concluindo duas outras publicações “Raízes Inventadas” e “Polvo”. Inventamos espaços de fala, de escrita e nos indispomos contra a necessidade de permissão institucional para o fazer artístico.

 

Quer expor ou propor alguma atividade para a 8ª FLAPOA? Acesse: https://flapoa.libertar.se/?page_id=182

8ª FLAPOA apresenta: Contraciv

Contraciv é uma iniciativa anarquista independente e anônima com o objetivo de levantar o debate sobre crítica à civilização no meio anarquista. Trata-se de uma perspectiva eco-anarquista (não exatamente anarco-primitivista, embora haja similaridades), anti-capitalista, anti-fascista, anti-colonialista, anti-totalitarista e anti-especista. Nós começamos em 2008 quando o filósofo anticivilização John Zerzan esteve no Carnaval Revolução. Fazemos traduções, resumos e textos originais discutindo questões como a crítica ao industrialismo e ao controle totalitário da natureza.

Clique aqui para conferir o site do Contraciv.

Quer participar da Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre? Clique aqui!

8ª FLAPOA apresenta: Monstro dos Mares

“A Editora Artesanal Monstro dos Mares emergiu do mar profundo após uma série de práticas em busca de transformações sociais intensas, inicialmente por meio de tecnologias que nos conduziram para o caminho da horizontalidade, autogestão, apropriação e empoderamento social para as pessoas, grupos, coletivos, redes e comunidades, que atuam na promoção da autonomia, liberdade, bem comum e direitos universais.

“Decidimos fazer livros artesanais, pelo tesão de tê-los nas mãos, aprender, desenvolver e replicar os processos que foram chegando até nós é que hoje atuamos como uma editora de pequenas tiragens, um coletivo publicador. Um grupo de apaixonados por livros e pelo rolê.

“Entendemos nosso lance como uma forma de integrar as pessoas e coletivos na publicação de livros. Sejam autores, cooperativas de produtores, grupos de estudos, ativistas de mídia independente, editoras libertárias, leitorxs apaixonadxs, ilustradorxs casqueiras, artesãos, movimentos sociais e qualquer pessoa interessada em tocar esse barco. Queremos publicar livros e zines encadernados artesanalmente (na medida do possível), com capas de papel, papelão e tecido, em exemplares numerados manualmente (além de versões digitais e e-books), tudo bem livre e autogestionado. Um Tsunami de escritas em favor das lutas dos povos em movimento.

“A produção se dá ao realizar o intercâmbio de conteúdos com essas pessoas, para compartilhar atividades de impressão, editoração manual/eletrônica, costura, dobra, seleção dos títulos, revisão, tradução e outras tantas coisas que se tem para fazer. Desde sujar-se de tinta até montar a barraquinha, sem esquecer de remar muito pelo caminho.

“Um processo aberto, onde qualquer pessoa com disposição para participar das atividades é super bem-vinda. Onde a distribuição funciona na forma de compartilhamento das publicações, recebendo materiais de outras editoras para atuar como distribuidora e banquinha, bem como as demais editoras e distros recebem nossos materiais para dar e vender, promovendo um oceano de ideias turbulentas!”

Para conhecer melhor a Monstro dos Mares, visite o seu site!

8ª FLAPOA apresenta: Bruxaria Distro

Continuando a apresentação dos coletivos e editoriais confirmados na 8ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre, é a vez da Bruxaria Distro:

Bruxaria Distro

Bruxaria Distro surgiu da mistura do DIY (“faça-você-mesma”) punk com uma perspectiva holística de saúde e permacultural de ecologia.

Somos culturalmente, e a duras penas, ensinadas a separar em caixinhas muito bem delimitadas percepções, tradições e outros modos de viver em áreas de conhecimento científico, desconectar nossas vidas e corpos de sentires e saberes de redes interdependentes de outros seres vivo para então sobreviver de uma maneira rígida, pré-programada, totalmente controlada e previsível de um sistema de pensamento que condiciona nossas vidas de maneira muito limitada.

Tudo está conectado e não há como negá-lo: saúde, alimentação, educação, transporte, moradia, relações humanas, comércio, governos. E em uma busca paliativa de resolver problemas (seja a busca da cura de uma enfermidade, uma escola menos opressora, um mercado mais justo, andar de transporte público ou bicicleta), estamos sempre apagando incêndios e não percebendo o problema desde sua raíz, voltando uma e outra vez à etapa inicial.

Uma vez que você passa a ver a integralidade e apoio mútuo de outros sistemas vivos, você percebe que alguma coisa está errada com seu modo de vida, e muitas vezes (ainda bem!) é um ponto sem retorno. Eu não acredito que as coisas sempre foram ou serão assim. E nessa inconformidade com a realidade, fui buscando, descobrindo, aprendendo que existem outras maneiras de conceber a existência neste mundo. Muitas vozes foram e são caladas quando demonstram essa possibilidade. E as bruxas foram uma dessas vozes. Estas mulheres eram cuidadoras, parteiras, curandeiras, e pessoas de grande sabedoria e respeito; esta figura importante, forte e símbolo de resistência se tornou uma ameaça em seu contexto social e histórico da época. Certamente as bruxas não precisavam ser grandes contestadoras para serem vistas como ameaçadoras de uma nova visão de mundo que vinha feito um trator passando encima do que pudesse: o novo paradigma da época, guiado pela religião e o estado, pretendia tocar o cerne da sociedade: controlar os corpos, a saúde, a alimentação, as relações das pessoas. É claro que este fato histórico é apenas um dos várias que possibilitaram que chegássemos ao momento que estamos hoje.

Mas o que estou querendo dizer com “bruxaria”, vem deste momento. Desta resistência. Bruxaria é mágica, não é linear, não é precisa, não é cartesiana, não é puramente racional. Valoriza a intuição, ultrapassa nossa capacidade de percepção racional, visual, olfativa, gustativa ou tátil, vai para além, desafia a ordem estabelecida. Bruxaria muitas vezes não se explica: sabe que é. Bruxaria acontece quando você se conecta, através de seus pés descalços, na terra molhada, e seu corpo arrepia do calcanhar até a ponta da cabeça, sentindo seu corpo pertencendo a um corpo maior. Bruxaria não é necessariamente sobre religião, nem sobre deusas ou deuses. Bruxaria é sobre horizontalidade, porque tudo faz parte de tudo, não há maior ou melhor. É sobre olhar para dentro de si e ver uma fortaleza.

A Bruxaria Distro é filha da “Bio bio saúde feminista”, minha distro transitória, que penduou por uns 6 anos até parir, por fim, a Bruxaria. Distro vem de distribuidora: de materiais, de ideias, de cartas, de notícias (esse é bastante do braço punk da distro, que é muito comum no movimento punk). Eu produzo alguns dos materiais da distro (os abiosorventes, alguns zines, alguns textos, alguns vídeos), e outros são de outras origens; alguns se vendem, outros se trocam, outros são gratuitos.

A proposta da distro, é reunir alguns produtos e materiais que relacionem e problematizem a situação da saúde das mulheres atualmente. No começo desta apresentação, estive devaneando sobre “como tudo está conectado”, e por isso tem de tudo um pouco na distro; materiais sobre permacultura, fitoterapia, bicicleta, empoderamento, “higiene”, feminismo, parto/nascimento, política, sexualidade, autocuidado, autodefesa… Porque tudo isso pode contribuir e afetar sua saúde.

Essa é a Bruxaria Distro: um grande portal de apoio para um mergulho dentro de si mesma.

 

Site da Bruxaria Distro: http://bruxariadistro.com

 

Você ou seu coletivo também quer expor na Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre? Clique aqui!

8ª FLAPOA apresenta: Editora Subta!

Vamos começar a apresentar os grupos que trarão seu material para expor na 8ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre. Se você ou o seu coletivo ainda não confirmou presença, confirme! Fazendo seu cadastro aqui.

Subta Editora

subtaA Subta é uma editora artesanal e autogestionada.
Seu objetivo é promover o acesso livre ao conhecimento através de livros (físicos e virtuais), oficinas e feiras. Todo o material que produz está disponível gratuitamente na web e pode ser replicado, copiado, recortado, traduzido, etc., sem fins lucrativos.
Publicamos principalmente literatura, filosofia, política e sociologia, além de sugestões que possam vir do público.
Está aberta a quem tiver interesse em participar. Porém, acima de tudo, a Subta é uma ideia: que as pessoas aprendam a fazer seus livros e distribuam os materiais que lhe interessam!

Contato: subta@riseup.net
Site: we.riseup.net/subta

8ª FLAPOA terá evento de abertura no dia 27.

A Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre terá uma atividade de abertura na noite do dia 27 de outubro, sexta-feira. Será uma roda de conversa onde todo mundo está convidado para partilhar suas experiências e considerações sobre a atual conjuntura. É um momento para nos conhecermos e reforçarmos ainda mais os laços que nos unem.

 

O que? Roda de Conversa de abertura da 8ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre.

Quando? Dia 27 de outubro, a partir das 19h.

Onde? Na Escola Porto Alegre (EPA), Rua Washington Luiz, 204, Centro Histórico.