PROGRAMAÇÃO E ATIVIDADES X FEIRA DO LIVRO ANARQUISTA DE PORTO ALEGRE (Atualizado)

Sexta Feira 26 de novembro. Brooklim, viaduto da João Pessoa, 19 horas:

Atividade de abertura da X Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre.

Roda de conversa e debate: O horizonte anarquista.

Sábado 27 de Novembro Sede da Escola de Samba Acadêmicos da Orgia, Av. Ipiranga 2741.

09.30: Yoga para Subversivos

10.30: Bora? Anarkia na Estrada

11.15: Técnicas de Defesa Pessoal a partir do Jiu-Jitsu

12.30: Pausa para o almoço com

Restaurante Antiespecista  AURORA.

Durante a pausa se projetará o Primeiro bloco de vídeos da Antimídia: Sessão sobre abolicionismo penal com os vídeos: Pelo Fim da Polícia e Pelo Fim das Prisões.

14.30: Reaja ou Será Morta, Reaja ou Será Morto. Uma troca de idéias sobre a dominação, o encarceramento, o racismo e a luta contra as prisões. Vídeo Conferência desde a Bahia.

16.00: Apresentação dos livretos: A sociedade contra o Estado, de Pierre Clastres. A sociedade afluente original, de Marshall Sahlins. e Fundamentos da civilização,  pela Editora Contraciv


16.00: Brincar com a Natureza, criatividade, tato e interação. (Atividade para crianças).

17:00: Apresentação do livro Viver a Utopia pela Barricada de Livros, desde Portugal.

18:00: Roda de conversa: Saúde e doença como justificativa para o condicionamento social,  Equipe de Urgências e Emergências.

19:00: Segundo bloco de vídeos da Antimídia. Sessão decolonial com os vídeos: Queimar Igrejas e Derrubar Estátuas e “Pelo Fim do Brasil“.

19:30. Som com as bandas: Revolta, (R)existência Miserável, Xirupank, Crua, e desde Santa Maria: Cunumi e Esmurrugador.

Atividades que estarão ocorrendo permanentemente ao longo do dia:

Solidariedade A flor da Pele. Flash Tattoo

Estação para treinamentos de Primeiros Socorros (reanimação cardiovascular e preservação de vias aéreas) com materiais DIY.

Exposição de Fotos de Alass Derivas: Barricada, Revolta e Resistência contra o racismo multinacional do capital.

Serigrafia. Rede Anarkopunk Okupa y Resiste

Pirata de Prata. Fliperama Itinerante.

Atividades para crianças.

Bancas de publicações e criações anarquistas.

Domingo 28 de novembro, desde as 10 hs até as 19.30 hs,

Praça do Aeromóvel, Gasômetro:

10: 30. Apresentação do Livro: Foge Cara Foge, Xosé Tarrío.

11:00. Apresentação dos livretos: Memória Combativa Edições Crônica Subversiva, por A. G.

13:00. Roda de conversa e troca sobre paternagem.

16:00. Oficina de Jardinagem de Guerrilha

Atividades que estarão ocorrendo permanentemente ao longo do dia:

Feira do Livro com bancas de publicações e criações anarquistas.

Feira de Sementes Crioulas.

Bolhas de sabão, malabares e bambolê (Atividade para crianças) .

Exposição de Fotos de Alass Derivas: Barricada, Revolta e Resistência contra o racismo multinacional do capital.

Brincar com a natureza. criatividade, tato e interação

Atividade para crianças.

Disponibilizaremos papelão, jornal, folhas, galhos, flores, pedras e tintas naturais para as crianças criar, colar, pintar com liberdade.

Já no domingo teremos Bolhas de sabão, malabares e bambolê pela tarde.

ATIVIDADES, RODA DE CONVERSA, OFICINAS E PARTICIPANTES X FEIRA DO LIVRO ANARQUISTA DE PORTOA ALEGRE

Atividade de Abertura da Feira. O horizonte anarquista. Sexta Feira 26 novembro, 19 hs Brooklim.

Nossa passagem pelo mundo, enquanto anarquistas e anárquicos, precisa deixar uma pegada que mantenha acesas duas vontades fundamentais para viver sem opressões: Destruir o Estado, e construir uma vida livre de todo tipo de tiranias e dominações. Reconhecendo que o Estado, neste continente, significa uma instituição que se justifica na permanente omissão, menosprezo e posterior assimilação de qualquer outra forma de convivência coletiva, ou seja, no apagamento progressivo de qualquer possibilidade.

Num cenário em que essas diminuídas possibilidades de luta contra a normalidade imposta anunciam cair, novamente, no engano coletivo das eleições e da saída institucional, quais nossas ações enquanto anarquistas para provocar minimamente um cenário diferente?

Solidariedade a Flor da Pele, Flash Tattoo. Sábado 27 de Novembro Sede da Escola de Samba Acadêmicos da Orgia, Av. Ipiranga 2741. Das 10 hs até as 19hs.

Marcar a Pele com nossas mais profundas convicções e fazer da tatuagem uma arma de solidariedade. Na X Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre essa bela e potente atividade irá acontecer numa versão Flash Tattoo, o que quer dizer mediante a realização de tatuagens pequenas.

O valor mínimo das tatuagens será de 70 Reais, destinados nesta vez para apoiar o companheiro anarquista Gabriel Pombo da Silva, sequestrado nas prisões do estado espanhol. Gabriel está preso há mais de 30 anos, por ser um inimigo irrecuperável pelo sistema, tendo passado pelos regimes de isolamento mais severos, e atualmente se encontra na obrigação de ter que lutar juridicamente para finalmente sair as ruas, liberdade que está sendo obstaculizada em vingança por ele não ter se rendido jamais. A solidariedade com o Gabriel nos aproxima também à companheira anarquista Elisa di Bernardi quem leva adiante as visitas e agitações pela liberdade do nosso companheiro.

Convidamos a todos e todas para participar da bela tradição subversiva de marcar a pele como ato anárquico de solidariedade.

Barricada, Revolta e Resistência contra o racismo multinacional do capital.

Exposição de Fotos Alass Derivas

Sábado 27 de Novembro Sede da Escola de Samba Acadêmicos da Orgia, Av. Ipiranga 2741 e e domingo 28 de novembro Praça do Aeromóvel. Das 9.30 hs até as 19.30 hs

Yoga para Subversivos: Sábado 27 de Novembro Sede da Escola de Samba Acadêmicos da Orgia, Av. Ipiranga 2741. As 9.30 hs

Técnicas de Defesa Pessoal a partir do Jiu-Jitsu.Sábado 27 de Novembro Sede da Escola de Samba Acadêmicos da Orgia, Av. Ipiranga 2741.  As 11.15 hs

Estação para Treinamento de Primeiros Socorros. (reanimação cardiopulmonar, e preservação de vias aéreas) com material DIY. Sábado 27 de Novembro Sede da Escola de Samba Acadêmicos da Orgia, Av. Ipiranga 2741. Das 9.30 hs até as 19.30 hs

Vídeo Conferência com Reaja ou Será Morta, Reaja ou Será Morto. Sábado 27 de Novembro Sede da Escola de Samba Acadêmicos da Orgia, Av. Ipiranga 2741. As 14. 30 hs.

Pirata de Prata. Fliperama Itinerante

“Pirata de Prata apresenta uma seleção de videogames feitos por joguinistas do underground, na contramão do consumismo doméstico plataformizado, buscando nos fliperamas um reencontro do videogame com a cidade e com a contracultura.”

Sábado 27 de Novembro Sede da Escola de Samba Acadêmicos da Orgia, Av. Ipiranga 2741. Das 9.30 hs até as 19.30 hs

Roda de Conversa: Saúde e Doença como justificativa para o condicionamento social, Por Equipe de Urgências e Emergências. Sábado 27 de Novembro Sede da Escola de Samba Acadêmicos da Orgia, Av. Ipiranga 2741. As 18 hs.

Bora? Bora! Anarkia na estrada! Sábado 27 de Novembro Sede da Escola de Samba Acadêmicos da Orgia, Av. Ipiranga 2741.  As 10.30 hs.

Transgredir as fronteiras criadas pelo capital e pelo Estado é uma das principais lutas da Anarkia. O movimento é natural, conhecer lugares, pessoas , culturas, todas as trocas e conspirações que surgem, a solidariedades e o apoio em qualquer parte. Mas os esforços do sistema são sempre para nos imobilizar, isolar e dividir. Como se manter em movimento por fora e combatendo o capital? Bora conversar sobre isso!!!

Roda de conversa sobre Paternagem. Domingo 28 de Novembro, Praça do Aeromóvel, 14 hs.

Oficina de Jardinagem de Guerrilha. Domingo 28 de Novembro, Praça do Aeromóvel, 16 hs.

Brincar com a Natureza, criatividade, tato e interação. (Atividade para crianças) Sábado 27 de Novembro Sede da Escola de Samba Acadêmicos da Orgia, Av. Ipiranga 2741.  As 16.00 hs.

Bolhas de sabão, malabares e bambolê (Atividade para crianças) Domingo 28 de Novembro, Praça do Aeromóvel

APRESENTAÇÃO DE LIVROS:

Livro: “VIVER A UTOPIA”. Sábado 27 de Novembro Sede da Escola de Samba Acadêmicos da Orgia, Av. Ipiranga 2741.  As 17 hs.

Nesta edição, a Barricada de Livros divulga cinco experiências práticas protagonizadas por anarquistas, viradas para o exterior e que, apesar de serem “ilhas” pequenas rodeadas por um “mar” imenso e adverso, já perduram há muitos anos e em lugares distintos: Diony-Coop, uma cooperativa autogerida de consumo alimentar em Saint-Denis, uma cidade-satélite de Paris; Elèuthera, uma editora com sede em Milão; Paideia, uma escola na cidade espanhola de Mérida; Soma, uma terapia concebida pelo multifacetado anarquista brasileiro Roberto Freire; por fim, Urupia, uma comunidade agrícola na região italiana da Puglia. Todas estas experiências mostram que não é verdadeiro o discurso dominante de que “anarquia é confusão e violência” e provam também que é possível pôr um fim à inevitabilidade e à resignação com que as pessoas encaram a presença do Estado e do capitalismo no quotidiano das suas vidas.

MEMÓRIA COMBATIVA. Crônica Subversiva Edições. Domingo 28 de Novembro, Praça do Aeromóvel, 11 hs.

O que é esquecido morre, desaparece, e como parte da luta anarquista no presente, não esquecemos nossos/as companheiros/as e seus audaciosos feitos. O correr dos tempos traz um tufão de pessoas e experiências que fizeram viver a anarquia, que combateram até seu ultimo respiro as caretas do poder. Recordamos justamente anarquistas e suas expressões que desafiaram o Poder e a Autoridade. Cabe a nós como anarquistas que somos recordar este recorrido trazendo sua vitalidade e potencia para a luta que segue em curso através de nossas ações.

A Memória Combativa Anarquista é uma arma. Uma arma pra ser usada aqui e agora nos desafios ao poder que como anarquistas hoje nos lançamos.

Apresentaremos durante a X Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre uma conversa aberta que transitará no tempo e percorrerá algumas experiências que fizeram viver a anarquia pelas bandas de Porto Alegre e São Paulo. A conversa aberta se constituirá na apresentação de quatro textos publicados na revista anarquista Crônica Subversiva e que serão lançados durante a atividade como folhetos pelas Edições da Crônica Subversiva os quais são:

* Uma expropriação anarquista na Rua da Praia Porto Alegre 1911.

* A Batalha da Praça da Sé.

* Natalino Rodrigues anarquista de ação, um indomável, um padeiro agitador.

* O Protesto. Um jornal Anarquista que desafiou a Lei de Segurança Nacional. 

Livro: ALÉM DOS SENTIDOS  Allysson Gudu (sem horário)

No mundo majoritariamente opressor, diante de nossas liberdades suprimidas e silenciadas, os poemas soam libertários, surgem como um espelho de nossos abismos. Além dos Sentidos é a poesia da resistência, poesia de combate, que se manifesta sem sedativo e nos coloca diante de nossa natureza, sem buscar o consentimento do leitor, embriagando quem ousa aceitar o que não entende.

A cidade é o pano de fundo sobre as nossas buscas, vãs ou não, local onde morremos e renascemos diariamente, cheios de indignação, tesão, sonhos, ânsias e gritos guardados.

O poeta é inquieto, ele atravessa a mordaça e denuncia o horror do mundo moderno. A resistência aqui é pura, original, celebra o impenetrável na alma, encara a hipocrisia de frente e rompe com nossos entendimentos das relações humanas. Ao longo das linhas as palavras transformam a euforia em gasolina revolucionária. Nos mostra que habitamos monstros. Somos vaidades, fugimos dos sentimentos, mas nossos corpos não mentem. Eles anunciam que a nossa liberdade é uma mentira. A escrita é um chamado ao amor, ao romper das amarras e a vida.

Livretos EDITORA CONTRACIV: Sábado 27 de Novembro Sede da Escola de Samba Acadêmicos da Orgia, Av. Ipiranga 2741.  As 16 hs.

1. A Sociedade Contra o Estado, de Pierre Clastres. Esse é um texto importante da antropologia anarquista.

2. A sociedade afluente original, de Marshall Sahlins. Também um texto clássico da antropologia econômica, muito citado na crítica à civilização, mas também muito controverso na academia.

3. Fundamentos da civilização, do coletivo Contraciv. Esse é provavelmente a primeira publicação especificamente sobre anarquia anticivilização escrito no Brasil (foi publicada pela primeira vez em 2004).

Livro: FOGE CARA, FOGE! Xosé Tarrío. Crônica Subversiva Edições Domingo 28 de Novembro, Praça do Aeromóvel, 10 hs.

É a primeira versão em português de um livro que desde a década dos noventas vem enchendo de amor e ódio a quem o lê. Amor pela liberdade e ódio pelas prisões.

O autor, Xosé Tarrío, um anarquista que se faz como tal sequestrado pelo estado espanhol, nos compartilha uma parte da sua vida, na que entra na prisão por um furto menor e termina encarcerado pelo resto da sua vida. Porém, ele é daquelas pessoas que não decai na luta, que espalha cumplicidade e solidariedade, que nunca se submete, levando a dignidade aos extremos que nos torna seus cúmplices e odiamos, junto com ele, a cada carcereiro que procura humilhar os presxs.

Ler Foge Cara, Foge!, é conhecer Xosé Tarrío como se estivéssemos conversando com ele. Sua autobiografia é a experiência de uma pessoa que cai dentro da prisão por um furto menor e acaba passando o resto da sua vida encarcerado. A prisão é o lugar onde através da convivência com outros presos, ele se torna anarquista. Preso no regime de alta segurança e tortura FIES (Ficheiros de Internos de Especial Seguimento), Xosé Tarrío luta, cada dia, durante mais de 20 anos, contra os carcereiros, sempre com a cabeça em alto, com bom humor e dignidade. O relato é marcado pela visceral convicção de que a única saída da prisão é a fuga, e Xosé é uma pessoa que não se deixa abalar por tentativas frustradas…

COLETIVOS E EDITORAS PRESENTES:

A Barricada de Livros 

A Barricada de Livros  é um colectivo editorial que existe desde Maio de 2017 e que tem como objectivo a divulgação do pensamento e das práticas de anarquistas que, por motivos diversos, caíram no esquecimento ou foram marginalizado(a)s. Desde 2017 até hoje já foram editados 10 livros: antologias de Voltairine de Cleyre (“Escrito(s)-a-vermelho”), Amedeo Bertolo (“Anarquistas e orgulhosos de o ser”) e Ricardo Flores Magón (“Terra e Liberdade”); colectâneas sobre anarco-ilegalismo (“Preferi roubar a ser roubado!”), luta anticarcerária (“Os Cangaceiros”) e sobre experiências práticas (“Viver a Utopia”); finalmente, poesia e contos de Jesús Lizano, Miguel Serras Pereira, Paul Goodman e Ursula K. Le Guin.

Monstro dos Mares:

A Editora Monstro dos Mares se coloca como uma alternativa de publicação de baixo e baixíssimo custo para quem produz textos acadêmicos sobre epistemologias dissidentes do século 21 que de alguma maneira se relacionam com as questões anárquicas de nosso tempo. Entre elas, teoria queer, feminismos, giro descolonial, anticivilização, cultura hacker e outros.

Recebemos o material produzido por monas, minas e manos, coletivos e singularidades, que passa por nosso conselho editorial para apresentação e discussão. Atualmente, somos dois editores e dez integrantes do conselho editorial. Na medida do possível, dividimos as tarefas de preparação do texto, revisão, diagramação, etc.

Tudo isso surgiu porque percebemos que infelizmente muitas pessoas só estão encontrando espaço para suas produções dentro dos muros das universidades. Com isso, todos os seus esforços para realizar registros teóricos e práticos sobre o nosso tempo, o tempo que há, estão sendo lidos somente por seus orientadores, membros de bancas de avaliação e eventuais pesquisadoras que procuram por esses temas em repositórios acadêmicos.

Nossa editora está disposta a buscar divulgação para trabalhos que podem contribuir na formação de pessoas interessadas num modo de compreensão de mundo autônomo, libertário, não-binário e anárquico. Reconhecemos que esse não é o processo mais simples, mas que garante a criação de vínculos com a tarefa de registrar o nosso tempo e fazer o livro impresso chegar para mais pessoas, preferencialmente grátis ou em edições artesanais de baixo ou baixíssimo custo, para que a informação possa circular mais e mais.

Vertov Rox.  Editor, à Agência de Notícias Anarquistas em entrevista de Novembro de 2018.

Crônica Subversiva Edições

Como resultado da publicação periódica do mesmo nome, surge a editora Crônica Subversiva, que procura publicar, difundir e na medida do possível contagiar… a cara mais combativa e hostil à dominação da anarquia.

Livraria Nigra Kouro Distro

Somos uma iniciativa autônoma que visa concentrar em um único canal virtual, livros e HQs de qualidade produzidos por editoras independentes. Facilitando assim o acesso e a busca por informações.

Aqui você vai encontrar temáticas anarquistas, questionadoras e críticas da sociedade, além de diversos títulos importantes da literatura brasileira e internacional, tiragens limitadas e edições de luxo.

Contravic

Contraciv é um coletivo eco-anarquista, anticapitalista e antifascista, focado em traduzir e produzir textos sobre questões mais atuais da crítica decolonial ao modo de vida “civilizado”.

Núcleo de Estudos Libertários Carlo Aldegheri Guarujá

O Núcleo de Estudos Libertários Carlo Aldegheri – NELCA – e também a Biblioteca Carlo Aldegheri, estão na Baixada Santista com objetivo de difundir as práticas e ideais anarquistas!

Tutía Ediciones Montevidéu

Somos conscientes de nossa responsabilidade, nos fazemos cargo de nossos desejos de liberdade e por isso analisamos, reflexionamos e pomos nossa vontade em marcha. A confiança em nós mesmos, no que podemos lograr se constituiu graças a experiência. A reflexão “das mãos sujas e curtidas” é a única que pode realmente contribuir neste caminho da liberdade total. Uma espécie de teoria-ação e não de teoria de cima para baixo ou desde os especialistas aos militantes, é a que pode fazer-se realmente carne naqueles que estão lutando. Longe de desprezar o trabalho reflexivo, o que buscamos é romper com a separação que o Poder tem estabelecido e com as desgastadas categorias de “os que fazem e os que pensam”. Defensores de nossa liberdade devemos enfrentarmos ao Poder, devemos atacarmos as estruturas onde este se concretiza, defensores da liberdade total, devemos projetar nosso acionar reflexionando na realidade específica onde nos encontramos. As formas da opressão mudam, os ataques a ela, também.

Estes livros, como as reflexões coletivas em diferentes fogões, esquinas ou assembleias, são ferramentas sem mais valor, porém sem menos que o que lhes dão nossas mãos na luta. Devem mesclar-se as reflexões e as ações, devem potenciar-se as ferramentas, adaptar-se ou descartar tudo o que não sirva. Esperamos que os livros que editamos sejam úteis nas revoltas contra o Poder, e mesmo que isso já não depende somente de nós, pomos nosso maior empenho para que assim seja.

Inkonstante Edições!

A devastação que tem ameaçado toda vida na terra, caminhando a um tempo cada dia mais acelerado, o tempo da máquina, do instantâneo esvaziado de sentido já tem espaço dentro disso que chamam de -novo normal- Vimos a natureza em chamas, pandemias virais, escassez de recursos naturais, o capitalismo tomando novas caras e criando ainda mais abismos de desigualdades sociais. Vimos os estados o sistema tecno-industrial colocar seu plano de expansão da vigilância e controle em prática intensa, e as revoltas ao redor do globo fazem com que o capitalismo e os estados (com todos seus aparatos de dominação de nossa época) tenham que se reinventar (mais uma vez) para manter esse controle, aperfeiçoar seus modos de domesticação, submissão e crença nas
novas instituições.


Os projetos das smart-citys, e as tecnologias menores que as compõem (carros autônomos, smartphones, assistentes virtuais, 5g e internet das coisas) tem modificado profundamente as relações entre seres, se atravessando, mediando e através delas atualizando os valores do estado, capital e patriarcado, usurpando as palavras autonomia e liberdade provocam uma mudança profunda em nosso modo de vida.


Alguns indivíduos profundamente preocupados com estas novas imposições – para se ser considerado cidadão-, ou ser gente, “existir” nesse mundo das coisas, acreditamos que podemos somar á análise dos comportamentos do poder, difundir questionamentos e fomentar diálogos sobre o desenvolvimento das tecnologias de controle e pensar formas de combatê-las. Também manter acesa a chama da rebeldia, da insubmissão, de tudo que ainda vive de selvagem em cada ser nesse planeta, resgatando também as ideias de muitas pessoas que já percebiam esse rumo maldito, de todos esses cenários decadentes que estamos sentindo hoje.


A Inkonstante Edições busca expor em seu nome a sua movimentação nômade, se desenvolvendo dentro de espaços okupados, existindo e resistindo, não sendo um fim em si mesma. Ainda acreditamos que nossas palavras insurrectas, insubimssas e incendiárias contagiam os corações que encontram a combatividade e retomam suas vidas. Com traduções, ensaios e contra-informação como nossas ferramentas de comunicação, organização e atake!

Comuna Pachamama

“A Comuna Pachamama é um grupo político, feminista, que se localiza dentro de um Assentamento da Reforma Agrária no município de São Gabriel. Desenvolvemos a agroecologia de forma autônoma desde 2011, durante estes sete anos de produção, a Comuna se tornou uma das referências na produção agroecológica na região central do Estado do Rio Grande do Sul. A nossa autonomia financeira nos permite estabelecer um ponto de resistência aos agrotóxicos e às demandas do mercado, e nossos recursos são primariamente retirados da venda do arroz e do mel orgânico.”
Criações Tormenta

Rede Anarkopunk Okupa y Resiste

Teia dos Povos

Comuna Anarquista Pachamama

Pirata de Prata. Fliperama Itinerante

Feira de Sementes Crioulas

Padula Livros

Restaurante Antiespecista Aurora

ANTIMIDIA

O horizonte anarquista. Atividade de Abertura

Convidamos a todxs a participar da atividade de abertura da X Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre:

Nossa passagem pelo mundo, enquanto anarquistas e anárquicos, precisa deixar uma pegada que mantenha acesas duas vontades fundamentais para viver sem opressões: Destruir o Estado, e construir uma vida livre de todo tipo de tiranias e dominações. Reconhecendo que o Estado, neste continente, significa uma instituição que se justifica na permanente omissão, menosprezo e posterior assimilação de qualquer outra forma de convivência coletiva, ou seja, no apagamento progressivo de qualquer possibilidade.

Num cenário em que essas diminuídas possibilidades de luta contra a normalidade imposta anunciam cair, novamente, no engano coletivo das eleições e da saída institucional, quais nossas ações enquanto anarquistas para provocar minimamente um cenário diferente?

Pretendemos gerar o debate e a ação sobre o contexto atual desde a provocação anarquista, para além da polarização esquerda e direita já que nosso horizonte está longe de qualquer desejo de poder e governo e acreditamos que para qualquer construção de sociedade livre é imprescindível dar a necessária atenção para o ponto nevrálgico: a destruição da dominação. Longe de ter respostas pré-estabelecidas, provocamos a todxs com umas interrogantes:

Qual a posição anarquista diante do contexto atual da reaparição política massiva da extrema direita, do afunilamento entre esse extremo e as esquerdas, em alguns lugares igualmente totalitárias, e em outros assustadoramente passivas?

Qual a posição anarquista diante da globalização dos “problemas sociais” a partir da Pandemia do Novo Corona Vírus entre os inimigos de sempre e as “novas normalidades”?

Quais as ações combativas e imediatas que consideramos necessárias e possíveis para um horizonte de ações anarquistas que propaguem a possibilidade de uma vida sem autoridade, sem dominação e sem exploração?

Reaja ou será Morta, Reaja ou será Morto.

Uma troca de ideias sobre a dominação, o encarceramento o racismo e a Luta contra as prisões

Estaremos conversando com Reaja ou Será Morta, numa vídeo conferência desde a Bahia, na qual abordaremos as interconexões entre o sistema penal-carcerário, o racismo, a dominação e sobretudo como lutar contra eles.

A ORGANIZAÇÃO POLÍTICA, PAN-AFRICANISTA, QUILOMBISTA, COMUNITÁRIA Reaja ou Será Morta, Reaja ou Será Morto tem uma interlocução nacional com organizações que lutam contra a brutalidade policial, pela causa antiprisional e pela reparação aos familiares de vítimas do Estado ( Execuções Sumárias e extra-judiciais) e dos esquadrões da morte, milícias e grupos de extermínio.No ano de 2005, num contexto de governo ligado a um grupo político que há décadas dominava os recursos financeiros, os meios de produção, o sistema de justiça e comunicação e que tinha no estado penal e no racismo fundamento para uma política de genocídio, nos insurgimos contra as mortes de milhares de jovens negros desovados como animais às margens de Salvador e Região Metropolitana.Resolvemos fazer uma articulação comunitária e com os movimentos sociais e politizar nossas mortes. Colocar em evidência a brutalidade policial, a seletividade do sistema de justiça criminal que nos tinha – e ainda tem – como os bandidos padrão, sendo a cor de nossa pele, nossa condição econômica e de moradia, nossa herança ancestral e pertencimento racial a marca , a etiqueta de “inimigos a serem combatidos”

(Reaja ou Será Morta, Reaja ou será morto)

Na sede da escola de samba Acadêmicos da Orgia, Av. Ipiranga 2741

14.30 horas

Solidariedade a Flor de Pele, Flash Tattoo

Marcar a Pele com nossas mais profundas convicções e fazer da tatuagem uma arma de solidariedade.

Os Eventos Solidariedade a Flor de Pele que acontecem em vários pontos do globo, são uma ferramenta de luta contra as prisões, mediante a tatuagem se reúnem forças para mandar apoio para os companheiros anarquistas presos.

Na X Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre essa bela e potente atividade irá acontecer numa versão Flash Tattoo, o que quer dizer mediante a realização de tatuagens pequenas.

Os tatuadores Marcelo Arackno e Inda, estarão desde as 10 da manhã na Sede da Escola de Samba Acadêmicos da Orgia, Av. Ipiranga 2741. Para fazer as tatuagens recomendamos levar o desenho no tamanho que gostariam a tatuagem.

O valor mínimo das tatuagens será de 70 Reais, destinados nesta vez para apoiar o companheiro anarquista Gabriel Pombo da Silva, sequestrado nas prisões do estado espanhol. Gabriel está preso há mais de 30 anos, por ser um inimigo irrecuperável pelo sistema, tendo passado pelos regimes de isolamento mais severos,  e atualmente se encontra na obrigação de ter que lutar juridicamente para finalmente sair as ruas, liberdade que está sendo obstaculizada em vingança por ele não ter se rendido jamais. A solidariedade com o Gabriel nos aproxima também à companheira anarquista Elisa di Bernardi quem leva adiante as visitas e agitações pela liberdade do nosso companheiro.

Convidamos a todos e todas para participar da bela tradição subversiva de marcar a pele como ato anárquico de solidariedade.

Páginas dos tatuadores

Facebook: ojodegatx

@MarceloArakno

Em Breve a programação completa das atividades!

Comuna Anarquista Pachamama:

Entre as atividades confirmadas, estaremos com a presença dos companheiros anarquistas da Comuna Pachamama que trarão uma banca com sua produção do assentamento okupado no qual se auto sustentam com produção orgânica e autônoma.

Teremos a venda e podem se fazer reservas mediante o e-mail da feira: fla-poa2021@riseup.net

Arroz orgânico,quilo: 6 reais

Mel, pote de 500 gr: 20 reais

Cachaça de mel e gravatá, meio litro: 20 reais

Em Breve a programação completa das atividades!

Yoga Para subversivxs!

Iniciando o dia de conversas, apresentações de livros e vídeos, teremos o evento de yoga, com a companheira Inda, preparando nossos corpos para receber e espalhar melhor nossas ideias!

Facebook: Yoga Natarajii

Horário: 9:30 am. Sede da Escola de Samba Acadêmicos da Orgia

Levar roupa cômoda.

Em Breve a programação completa das atividades!