X FLA POA 2021 Chamada para a realização de cartazes!

Com o barco na água, e remando contracorrente, chamamos a todas e todos para se expressar a traves das imagens na elaboração de cartazes sobre a X Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre.

Iremos difundir os cartazes no blog da feira que já é um acervo de nove realizações desse evento que reúne as diversas tendências anarquistas e grita cidade afora que Viva a Anarquia, assim como também iremos expor-los,  de forma impressa, durante a realização da feira.

Para mandar os cartazes é só enviá-los no formato PDF ou JPG ao e-mail:

fla-poa2021@riseup.net

Para que a destruição da dominação seja possível!

Que nossos encontros fortaleçam a insubmissão!

Datas da realização da X Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre

Ao longo dos tempos, desde sua aparição, o Anarquismo tem se caracterizado por sua capacidade de perturbar as ordens, as moralidades, as normalidades. Desde as iniciativas das greves, até os tiranicidios, uma marca acompanha xs anarquistas: a não negociação com a autoridade.

Nesse intuito, e seguindo essa bela e negra tradição, xs anarquistas longe da polarização (esquerda-direita) ainda acreditamos que a única solução a iniquidade e exploração da terra e das pessoas é a destruição total da maquinaria política, econômica e social que criou e defende essa normalidade.

Mantemos aceso, assim, o convite a todas e todos para compartilhar, expor, construir, agir e sobretudo se encontrar para mais uma vez pensar a anarquia na sua potencia antagônica à dominação. Queremos fincar este chamado marcando as datas da realização da Décima Feira do Livro Anarquista em Porto Alegre:

Sexta feira  26 de Novembro

Sábado 27 de Novembro

Domingo 28 de novembro

Morte ao Estado e Viva a Anarquia!

FLA-POA2021

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X Feira do Livro Anarquista. Porto Alegre

É porque estamos na encruzilhada entre o isolamento que pode nos derrotar e a vital importância do encontro que pode subverter tudo, que convidamos a todas e todos os amantes da liberdade e inimigos da dominação, a todas e todos que compartilham, vivenciam ou gostariam de conhecer mais das ideias e práticas anarquistas para participar da X Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre (RS), que acontecerá em novembro de 2021.

É na vontade de manter viva e atualizada a porta aberta que grita Viva a Anarquia cidade afora, esse momento em que as diferentes tendências anarquistas se apresentam para se encontrar e acender o fogo da rebeldia contra toda tirania, que lançamos este convite.

Não fomentamos a virtualidade da vida, apostamos pelo olho no olho e ombro a ombro. A destruição da dominação imperante é mais urgente do que nunca.

Que viva a Anarquia!!!

• Para quem não mora em Porto Alegre (RS), disporemos de alojamento durante os dias de feira, para o qual precisamos que as pessoas se comuniquem com antecipação.

• Para as editoras e individualidades anarquistas que queiram apresentar suas publicações, mas não puderem vir, disponibilizamos uma caixa postal, para receber suas publicações e difundi-las na feira.

E-mail de contato: fla-poa2021@riseup.net

Vídeo registro da 9ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre

A Antimídia fez um belo registro da 9ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre. Confira:

Vídeo da Antimídia sobre a 9ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre.

Programação da IX Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre

Sábado 7/12 – Largo dos açorianos/Travessa dos Venezianos
12h: Abertura – Contextualização da luta anarquista e social em Porto Alegre, no Brasil e na América Latina.
13h30: RANGO
14h: A luta dos Mbya-Guarani na retomada da Ponta do Arado: Conversa com Timóteo Karaí Mirim
16h: Lançamento do Zine: “Anarco-Zen”
17h: Oficina de “dispositivo de ação sonora”, para fazer barulho na rua
18h00: Roda de conversa em solidariedade a Exarchia (Atenas-Grécia) – NA TRAVESSA DOS VENEZIANOS
20h: Cultura de resistência (rap, cumbia, funk, malabares, batucada coletiva, batalha de rima) – NA TRAVESSA DOS VENEZIANOS

Domingo 8/12 – SIMPA
10h: Oficinas de videogames: Pirata de Prata e o Gabinete de Fliperama itinerante
Peteca: Uma conversa sobre o fascismo no videogame
11h: oficina de sabotagem de celular
12h: Oficina de Podcast com “A Voz de Delirium”
13h: Rango
14h: Oficina de Fermentação Selvagem e Roda de conversa: “Redes de produção autônoma”
Levar: ou repolho, ou couve chinesa, ou cenouras, ou nabos ou rabanetes ou pepinos, enfim, legumes para fazer conservas. Facas, tabuas e raladores são bem vindos, e vidros com tampa, essenciais…

15h30: Saúde e Primeiros Socorros em situações de conflitos
17h00: “Agora é guerra, agora é greve”. A Greve dos professores e dos servidores públicos no Rio Grande do Sul.
18h00: O projeto da Mina Guaíba: Frentes de resistência e estratégias de luta possíveis
19h30: Esboçando uma análise de conjuntura da América Latina
21h30: Encerramento/Atividade cultural

Também teremos RIFA SOLIDÁRIA, FLASH TATOO (no domingo – levar seu desenho). A grana arrecadada irá para os cuidados das linhas de frentes que estão dando guerra nas ruas do Chile!!!!
Serão expostos produtos artesanais, livros, zines etc. ao longo do evento!
O almoço do sábado e do domingo serão oferecidos com contribuição espontânea. Mas precisamos também da tua colaboração com a comida! Se podes, traz alguma coisa para compartilhar! Não esqueça também de levar prato, talheres e copo!

IX Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre

A nona Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre vai acontecer. Nos dias 07 e 08 de Dezembro vem mostrar teus trabalhos, tua arte, teus escritos, tua resistência. Será também o momento de mostrar apoio às lutas travadas em nosso continente, além dele e pensar a nossa. É a hora de retomar as ruas. O momento é de revolta, organização e tomada de posição. Precisamos nos olhar novamente e nos unirmos para a luta. Esse chamado vem com a total confiança na autonomia e na autogestão, sempre contando com o apoio e a solidariedade. Vamos fazer nossa feira, a anarquia vive!
Mande sua ideia de oficina, conversa, apresentação ou que quiser propôr até o dia 30/11 para flapoa2019@protonmail.com
Também para mais informações, se não puder vir e quiser mandar material.

[NOTA] Nota sobre o cancelamento da 8ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre

Na manhã de ontem (25/10) a Polícia Civil Gaúcha cumpriu em Porto Alegre e na região metropolitana uma dezena de mandados de busca e apreensão em espaços libertários e casas de indivíduos que identificaram como anarquistas. Os mandados são parte de uma investigação que está acontecendo há mais de um ano. Entendemos que não é coincidência que essa ação da polícia seja deflagrada apenas dois dias antes da 8ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre. 
 
Em virtude desse contexto de repressão e perseguição a grupos e indivíduos anarquistas decidimos cancelar a a Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre deste ano. Desaparecemos, abaixo dos radares, somente para reaparecer noutro ponto sem deixar de construir espaços e momentos de liberdade. O mapa não é o território, e para isso o Estado e o Capital são míopes. 
 
Não nos surpreende que a polícia esteja iniciando uma campanha que culpa por associação pois não possui nenhuma evidência. É o papel da polícia incriminar e forjar provas. Nas manchetes, livros anarquistas, faixas e cartazes são as “provas do crime”. Isso torna explícito que qualquer expressão que não se submeta ao Estado será criminalizada e que não há liberdade na democracia e no sistema capitalista. Essa liberdade, de fato, nunca existiu sob nenhum governo, a não ser como uma mera ilusão a ser dissipada assim que não fosse mais conveniente aos interesses do capital. É o que acontece agora em diversos países, com o crescimento da repressão, do fascismo, da xenofobia. 
 
Em razão de tudo isso, entendemos que, de momento, é melhor nos rearticularmos desde outro ponto, longe dos holofotes. É uma decisão que nos dói muito tomar. Ainda mais depois do esforço e do carinho que dedicamos para organizar esse evento, de todas as propostas de atividades que vieram de perto e de longe, das pessoas que já estavam se deslocando para cá e também por quebrar esse ciclo, no que seria o oitavo ano consecutivo de feiras do livro anarquistas na cidade.  
 
Sabemos que estes ataques partem do que há de pior entre nossos oponentes. Tomam diferentes formas, mas fazem parte da mesma série que podemos reconhecer em outras esferas. Em outros casos, se valem de um discurso moral para fazer censurar, como na exposição Queer Museu, de discursos técnicos para manter desigualdades, como o engodo de que “a economia vai bem” enquanto a miséria só se faz aumentar. Neste, usam de factóides e de violência física buscando manter o controle sobre as mentes e corpos das pessoas que pretendem dominar. Enquanto tentam explodir molotovs de garrafa PET, nos fortalecemos.
 
Cerquemos de solidariedade aquelas e aqueles que estão sofrendo criminalização. Da Itália à Argentina, dos Estados Unidos à Rússia, nossa luta é a mesma. 
 
Não nos rendemos e não perderemos nosso desejo ardente pela liberdade!
 
 
Para mais informações leia:
 
 
 

Cancelada 8ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre

A 8ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre foi cancelada.

Em breve mais informações.

8ª FLAPOA apresenta: Biblioteca Terra Livre

Em 2004, alguns militantes anarquistas envolvidos nas lutas anticapitalistas em São Paulo, fundaram o Coletivo Anarquista Terra Livre. O projeto inicial consistia em divulgar o anarquismo por meio de atividades como o Colóquio Internacional História do Movimento Operário Revolucionário (2004) e a I Feira Anarquista de São Paulo (2006). O grupo publicou a revista Protesta! que realizava análises de conjuntura numa perspectiva radical e propunha novas reflexões práticas e teóricas no campo libertário. Após a publicação de 5 edições o Coletivo se restruturou e, em 2009, em conjunto com outros grupos autônomos, fundou o Espaço Ay Carmela!, centro político-cultural autônomo no centro da cidade. O projeto do Terra Livre passou a ser a constituição de um Centro de Documentação Anarquista. Com o objetivo de preservar e difundir a memória do anarquismo no Brasil e no mundo e incentivar as lutas do presente, surgiu a Biblioteca Terra Livre! Em Outubro de 2010, a Biblioteca mudou sua sede para um espaço independente a fim de viabilizar seus projetos. A partir daí, iniciou-se, de maneira regular, grupos de estudos, atividades públicas de difusão do anarquismo, catalogação dos materiais (livros, revistas, jornais, videos, etc.) e mostras de filmes.

 

No ano de 2011 a Biblioteca Terra Livre iniciou seus trabalhos editoriais. Os dois primeiros títulos (Escritos sobre Educação e Geografia / Élisée Reclus: Retratos de um anarquista) foram publicados ao longo do Colóquio Internacional Élisée Reclus e a Geografia do Novo Mundo realizado no mês de dezembro. Para o ano de 2012, centenário de fundação da Escola Moderna n°1 de São Paulo, a editora está preparando dois títulos sobre pedagogia.

Os títulos estão disponíveis para a venda e podem ser encomendados através do email: bibliotecaterralivre[a]gmail.com

 

https://bibliotecaterralivre.noblogs.org

8ª FLAPOA apresenta: Okupa Figueira

As raízes que quebram o concreto de um bairro no meio de uma civilização. Resistente, sensível. Uma árvore que vive há 150 anos observando os cursos de vidas que passaram por ela, cada mudança da sociedade em que vive. A figueira agora, habita um espaço que, sem pedir alguma autorização, abre caminhos para o surgimento de uma vida que respeita a inquietação de nossos corpos e mentes, que fomenta ideias e que resiste em meio a uma cidade hostil e fria que é Porto Alegre, em um país hostil e frio que denominaram brasil. Nós escolhemos não esperar mais para colocar em prática ideias que nos atormentavam enquanto sobrevivíamos isolades na vida cotidiana. Sabemos que resistir à uma sociedade machista, patriarcal, heteronormativa, racista e classista é viver em guerra. Viver em guerra em um mundo dominado por homens, que tentam sufocar e silenciar todos os dias nossas vivências. Optamos por não sermos subjugades. Não sermos submisses. Nem ao estado, nem aos homens, nem ao capitalismo. Construímos então, uma barricada. Um refúgio em meio ao concreto cinza. Um lugar de experiências e processos, vivenciando a anarkia e a auto-gestão, mobilizando possibilidades de alternativas à normatividade.
Resistimos.

Essa carta é dirigida à todas as mulheres, cis e trans, homens trans, monstra, sapatão, que queiram se juntar ao espaço e construi-lo com o que puderem, seja uma troka de ideia, uma oficina, uma atividade, ou até mesmo uma visita.

A figueira é um espaço exclusivo, no qual não entram homens cis.
Burguesia racista não passará!

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Visualizamos e sentimos na pele que existe uma guerra social. Estamos lutando todos os dias, tentando nos manter vivas e sãs, dentro dessa sociedade capitalista, hierárquica, racista e patriarcal. Esse último braço do sistema opressor apaga, silencia, tenta destruir as mulheres e as pessoas trans, e todos esses braços, juntos, reforçam o que nós queremos destruir: a exploração e a submissão. O patriarcado, nocivo às nossas vivências, dificulta e muitas vezes impossibilita a construção da nossa autonomia, delegando o controle sobre nossas corpas y mentes à ele mesmo. Resolvemos tomar esse espaço de volta, não esperar que nossa liberdade nos seja dada. Não pedimos licença, não negociamos, não “esperamos pelo melhor momento”. Entendemos que para a reconstrução de uma realidade diferente, há que ter coragem e força para fazer agora. Decidimos nos organizar entre nós, priorizar nossas questões e especificidades. Cansadas de atender as demandas dos homens e fazer parte de seus conflitos, decidimos mudar de rota para não mais submeter-nos ao apagamento e silêncio sobre o que vivemos. Protagonizamos nossas experiências e percepções de mundo, e entendemos como indispensável um espaço que se preocupe em ouvir y compreender essa luta. Mais que isso, espaços que potencializem nossas vivências.

A figueira surgiu em março de 2016. Um rompimento das portas e janelas, a construção de uma alternativa entre as alternativas. Adentramos esse espaço também porque ele estava ocioso, abandonado, sem gente a viver nele. Acreditamos na possibilidade de cada indivídux dentro e fora da cidade de agir diretamente a favor daquilo que acredita. De caminhar em direção ao seu instinto de liberdade, sem esperar de algum tipo de política de representatividade partidária, ou esperar pelos macetes da “democracia” para agir no presente. Atualmente, existem 40 mil casas abandonadas em Porto Alegre; e se existem tantas pessoas sem casa, como há tanta casa sem gente?
Também precisamos psicologicamente de um espaço para viver a autonomia, a autogestão, a coletividade, para nos fortalecer, nos organizar enquanto indivíduxs, e enquanto coletividade, fazer arte (ou não-arte), apoiar-se mutuamente. Coisas que muitas vezes nos foram negadas, ou nem sequer possibilitadas. E queremos continuar movimentando o espaço para que outrxs possam também ter a possibilidade de vivenciar esse tipo de experiência, nos fortalecermos juntxs. É impressionante o fato que não sabemos de nenhuma outra ocupação separatista (exclusiva para mulheres e pessoas trans) nesse vasto território que chamam Brasil. Queremos expandir a potência de destruição/reconstrução da vivência separatista para muito além do espaço físico que habitamos; que esse primeiro espaço ocupado entre tortas-monstrans-manas seja apenas a fagulha desse fogaréu.

// Apoio-mútuo, ajuda y suporte //

Sabemos o quão difícil é viver o externo, o sistema. Assim, também observamos muitxs manxs que não têm algum lugar onde se refugiar, não têm onde cair. A figuera é um lugar que busca e tenta ser um espaço seguro para as manas y manes, tentando e aprendendo a não reproduzir aspectos sistemáticos de opressão. Além do espaço físico, também é um coletivo, e nos apoiamos mutuamente, todos os dias compartindo nossos anseios, nossas revoltas, nossos processos, e nos propomos a receber outras manas y manes, sempre buscando respeitar suas experiências y percepções. Todxs somos seres singulares, diferentes, irregulares; e acreditamos na potência do conflito, afinal, não somos y nem queremos ser massa uniforme.

Como retomamos nossa vida de volta, sem construir a nossa autonomia? A baia é um espaço precário, que necessita de reformas constantemente, então não é um lugar exatamente cômodo. Nós nos organizamos horizontalmente, sem patrão ou patrocínio; nos autogerimos, resolvemos nossos problemas com as nossas mãos, com os nossos braços e com as nossas cabeças. Todas as pessoas que transitam o espaço contribuem ativamente para a manutenção dele e fazem com que ele exista todos os dias. Essa forma de se organizar possibilita a resolução dos nossos problemas de outra maneira pra além do dinheiro.

Acreditamos no que as manas y manes, monstras possam fazer para cambiar suas vidas e suas formas de ver e experenciar as coisas. Acreditamos na alternativa à esse sistema, e queremos fazer agora. Porque sim, conhecemos a brutalidade da civilização hetero-capitalista-patriarcal desde nossos corpos, e não aceitamos a limitação da categoria de vítimas desse sistema. Não estamos inertes, e buscamos a propagação da movimentação que buscamos. Somos agentes da contrução do que queremos viver. Te convidamos.

https://figueira.noblogs.org